Bio

JOANA BUENO. Rio de Janeiro, 1982.

Mestra em Artes Plásticas pela U. Porto.

O corpo é seu dispositivo para falar das questões sociais que nos afetam, tema esse de contínua investigação. Linha, agulha e outros têxteis, são objetos recorrentes e se apresentam em diferentes mídias como vídeo, fotografia, performance, instalação e pintura. A relação corpo, cidade e floresta, também a convida para refletir em como tratamos o espaço habitado, questionamento que pode ser visto nos vídeos Re-Volta e Cidade Água e no objeto Homo-Espeto. Este último, uma ironia canibal, o homo sapiens vai para o espeto. O conhecido espetinho de assar carne é modificado para um espeto humano.

Sua série, O Corte, sobre peitos, trata sobre as intervenções acerca do corpo da mulher na contemporaneidade. A pesquisa fala dos atravessamentos que levaram a artista a mesa de cirurgia para colocar silicone e posterior explante das próteses nos seios.

A série de membros, feitos de tecido e desperdício, falam do corpo carne, como açougues que penduram a carne do animal para venda. Em Venoso, exposição composta por duas instalações e um díptico da mesma videoperformance, “Joana Bueno retoma o que outrora foi o espaço da galeria – um talho – para acomodar representações de membros corporais menos grotescos do que pedaços de animais mortos, fazendo uma comparação entre restos de corpos que virariam alimentos com estilhaços ficcionais (e não realistas) de humanos. Os membros leves como almofadas, ficam suspensos por linhas que remetem às veias corporais e interligam sentidos numa poética visual crítica em que as políticas do corpo são subentendidas e confirmadas nas obras que acompanham esta principal instalação para ser vista do lado de dentro da galeria ou através das suas janelas.” [Tales Frey e Hilda de Paulo].

Em 2022 participou da mostra Jardim Secreto, com a instalação SER. A exposição foi realizada nos jardins do Museu Chácara do Céu. Nesse mesmo ano, apresentou o trabalho Floresta Digital, numa mostra de vídeos no Rio. O vídeo O Corte, foi exibido na Galeria Lona em São Paulo, como parte do festival de vídeo. Em 2019 exibiu nas ruas de Montevidéu a série de pinturas Cachorrão, lambes foram espalhados como parte do festival de arte activista latino-americano.

Em 2019 realizou sua primeira exposição individual na galeria Sput&Nik, na cidade do Porto. Venoso, contou com a instalação de membros e os vídeos: Monte e Veias.

Participou da mostra do MAP na galeria da Belas Artes da U. Porto com a obra Apalpe-me-Se e no espaço Terreiro com a fotografia Veias, em Vila Nova de Cerveira.

Na exposição Adorno Político, no espaço Maus Hábitos, o vídeo O Corte, 2018. Porto

Em 2018 realizou uma residência no espaço Mira na cidade do Porto e apresentou a performance Presente. Exposição da instalação sonora, Fone Peito e vídeo Punho, no mesmo espaço Mira Artes Performativas. 2017 ganhou o edital da II Bienal Caixa Novos Artistas, com a fotografia Presente e o vídeo O Corte. A exposição circulou pelas cidades do Rio, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador e Curitiba.

https://www.joanabueno.com.br/wp-content/uploads/2019/06/CORPO.-Uma-Costura-Estética.pdf